o que custa
realmente
é sentir
com as mãos no chão
com pedaços de nós
desconhecidos,
de mares nascendo no rosto
é sentir o que queremos
como queremos
despregando-nos dos olhos
dos outros
é morrer mais perto
nos braços, teus
à noite, sozinhos
adormecendo com o vento
ruídos,
é querer ser
é sentir o que se é
na carne crua
de um corpo que, de tão frio
é inverno em mim



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